PUDINS: As mil faces do pudim e a História da cozinha brasileira

                        Apresentamos aqui uma infinidade de receitas, desde os mais tradicionais pudins de pão ou de leite, até outros nunca dantes imaginados.... Quem pensa, por exemplo, que uma caixinha de pudim em pó só pode ser preparada conforme a embalagem está totalmente enganado. As variações são muitas e aqui você encontrará algumas delas. Tem pudim que leva passas, maçãs, frutas cristalizadas. A canela, casca de limão e a noz-moscada podem entrar com o,seu sabor.  Chocolate derretido ou granulado ajuda muito, na consistência, no paladar e na apresentação. Outros ingredientes que transformam numa maravilha o seu pudim são as geleias diversas e o creme de leite. Mesmo as bebidas como vinhos e licores em geral dão um toque de sofisticação.

                        Quando escolher a fruta, procure adequá-la ao sabor do pudim: morango se dá bem com pudim de morango; ameixa casa com pudim de caramelo; laranja acompanha bem o pudim de laranja; e assim por diante. Outro complemento sempre bem recebido é o creme de chantili, que também faz o prato ficar muito bonito. Depois de pronto procure conservá-lo sob baixa temperatura, quando retirar da mesa. Isso é bom porque, além de conservar o sabor inalterado, evita que a calda endureça e que o pudim fique seco, rachando nas beiradas. Cuidado, também, com a temperatura baixa: coloque longe do congelador.

            UM POUCO DE HISTÓRIA DA COZINHA BRASILEIRA E SEUS TEMPEROS


O Brasil, com sua enorme extensão territorial, com sua variada formação étnica tem sem dúvida, uma cozinha brasileira praticada em cada um de seus Estados. Como cozinhar é antes de tudo uma ação de caráter cultural, basta olharmos um pouco de nossa História para entendermos isso melhor.
A cozinha da Amazônia, recebeu maior influência indígenas, no uso, das frutas naturais da região, dos peixes de água doce da bacia amazônica, na utilização das mesmas ervas usadas pelos índios como tempero.
A culinária baiana, por sua vez, recebeu do continente africano o azeite-de-dendê, tempero básico da maior parte dos seus pratos.
Em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo a influência da culinária portuguesa foi grande.
Em Santa Catarina a culinária migratória marcante foi a alemã e polonesa.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro foi grande a influência das colônias  italiana, alemãs, japonesas, árabes e norte-americanas.
A regionalização da nossa cozinha é tão grande que os próprios brasileiros muita vezes desconhecem diversos pratos que se comem aqui no país.


TEMPEROS: Por causa deles o Brasil foi descoberto
Pode parecer até evidente mas convém repetir que o segredo de qualquer boa comida está no uso de temperos. Ervas, raízes, pimentas, óleos e especiarias, fizeram os descobridores darem a volta ao mundo e desembarcar por engano no Brasil. Aqui não estavam o cravo e a canela, mas bons temperos que hoje deixam muitos estrangeiros com água na boca. Ou pelo menos com a boca ardida. A verdadeira origem de parte destes temperos, como a pimenta malagueta , é discutida até hoje. Muitos pesquisadores afirmam que a pimenta é de origem africana . Outros, que o seu uso já era comum na alimentação de indígenas de todo o continente americano, bem antes da chegada dos negros e portugueses. O que importa porém, é que a pimentinha se incorporou de tal maneira à nossa cozinha, que é impossível pra qualquer brasileiro pensar em alguns pratos típicos, como o vatapá, por exemplo, sem ela. Ou sem o azeite-de-dendê, este sim comprovadamente africano, óleo tirado do fruto de uma palmeira e que era importado da África para ser usado como combustível no Brasil. Com a chegada dos escravos o azeite-de-dendê passou a ser usado na alimentação e transformou-se num dos melhores integrantes da nossa cozinha. Além da pimenta e do dendê, existem muitos outros temperos que dão cor e sabor à nossa comida.


Eis alguns deles:
Pequi- frutinha amarela usada na cozinha goiana, num prato chamado Arroz de Pequi. Também usada pra fazer licor.
Urucum-  frutinha vermelha de casca dura e escura. Utilizada para dar uma cor avermelhada ao arroz e peixes e sabor acentuado a alguns molhos.
Vnagreira-i folha de gosto azedinho, natural do norte e nordeste do país, tempero principal pra se fazer o famoso Arroz de Cuxá, do Maranhão.
Tucupi- é um suco de mandioca fresca, ralada e espremida com água. Usado pra fazer um dos principais pratos da cozinha do Pará, o Pato no Tucupi.
Pimentas de Cheiro-  amarelas, vermelhas ou verdinhas são comuns nas cozinhas do Ceará e do Pará. São muito cheirosas mas extremamente ardidas.
Camarão- defumado, seco ao sol mas normalmente salgado vira um tempero importante da nossa cozinha. Estão aí o Vatapá, o Caruru e o Tacacá como prova disso.